quinta-feira, agosto 20, 2009

Omedetou.

Analiso incontáveis apropriações do denominado destino; a perceber suas peripécias e descontroles, me interesso bastante por sua metodologia de surpresas e desvios. Há algum tempo, modificado por uma desventura, deparei-me com algo semelhante a um humano, composto de vestes expressivas e de enorme significado para meus olhos famintos por respostas e diretrizes, ainda que meramente ilustrativas. Aquele amigo, não tão comum em relação aos outros tantos que inventei, surgiu de uma circunstância dantesca, apoiado à minha tolice e inconformidade, uma repulsa - salvo senso comum.
Certa vez, a pensar sobre os enfoques psicográficos de meu perfil, nada mais encontrei senão dependência e sistêmicos atos inúteis, mas, ironicamente, o projeto de humano se enquadrava em algum componente daquela parafernália; talvez o mimetismo, ou a própria dependência.
Caio em uma repentina 'futurização', onde minha vida se constitui de insanidade e expectativa, um conjunto desgraçado e incompatível, absolutamente falho. Não obstante, pergunto-me se não se aplica à Mão Divina (Berserk ><) ou ao caos diário do esquecimento, pois de nada vale os parabéns sem o impacto que gera um diálogo, agora impedido por firewalls e proxys de um erro cujo código me foge à mente. O humano que se torna irmão, o irmão que se torna essência: algo indescritível, ou talvez grande demais para conciliar às expectativas do único leitor interessado a esse artigo.
Parabéns, Kylmer Sebastian.

quarta-feira, agosto 05, 2009

Quando se esvai o provisório.

Certa vez, em uma reflexão despreocupada e deprimida, realizei uma determinação insignificante sobre os inúmeros simbolismos que perseguiam-me a cada mudança: espaço-tempo, naturalmente.
Atraiu-me a estrada estética da melancolia, adornada por belíssimos e característicos prantos vocalizados, máscaras infelizes, centelhas de compaixão e compreensão; era apropriada, ainda, por um viajante imóvel, limitado a observar a dimensão desprezível do trecho tortuoso em que se encontrava, e a cortejar o medo e a loucura em um único ato. Assim estava Nostalgia, com pouca bagagem e ânimo, apenas com a simples tarefa de entregar-se ao dono do local dominante, o Conde Melancólico, autor de imposições, controvérsias e ilusões, capaz de desintegrar relações e manipular seres de emoções.
Ali se destacava uma constante reação. Esta um pouco irônica e demasiadamente evitável, pois não significava um simples fado ao esquecimento, mas a perda completa do que me transportava ao prazer psicológico do retorno à origem, à essência, ao primitivo. Não pude conter as frias lágrimas que se apresentavam aos olhos, e tampouco me dar ao luxo de encontrar a alegria em algum exemplar humano dotado de tal; então, para que não dissimulasse o horror que se mostrava naquele som um dia tão belo, tão diário, tão gentil, deixei uma passageira compôr minha locomotiva de azar e amargura: a Srta. Ira. Evidentemente, não estava equivocado com a aparente simpatia da visitante, e logo senti-me confortavelmente feliz ao seu lado, servindo-a com minha hospitalidade e segredos imensuráveis.
Nem tão logo anoitecia, e percebi o fim da bela metáfora eufemizada. Ira foi capaz de trair-me em seu cíclico procedimento de perversão, e nada mais construí, desde então, até encontrar uma antiga leitora de tolices, que, por desamor, veio contar-me a boa nova: 'gosto de breguices em acúmulo'.
Há quem mencione a conveniência destas sucessões, e há quem se prenda ao enredo que propus ao título inconsistente. Cabe à crítica do leitor apontar o que lhe é mais lucrativo e agradável.